Nota: Os nomes foram alterados para proteger a identidade das pessoas envolvidas.
Carla ligou-me por indicação de outra pessoa. Estava preocupada com o sobrinho, Francisco, que, após uma separação definitiva, se refugiara em casa dela. O desgosto era grande e, segundo as palavras de Carla, ele estava sem motivação para a vida.
Depois de bem identificado o caso, percebi que a ex-companheira do Francisco tinha recorrido a influências negativas — trabalhos espirituais para o prender à relação. Era necessário libertá-lo daquilo que o estava a amarrar espiritualmente e emocionalmente.
O tratamento exigiu ir a casa da Carla para defumar o Francisco três vezes, com um intervalo de quinze dias entre cada sessão. Nessas visitas, desfaço o que lhe tinham feito, recorrendo à proteção de vários santos, velas e orações. O processo incluiu sempre a conversa — porque, por vezes, é na escuta e na palavra que se acende a centelha interior.
Durante uma dessas conversas, ele confessou o desejo antigo de entrar para a PSP. A idade já estava próxima do limite para as candidaturas, mas disse-lhe, com convicção interior, que sentia que esse caminho se abriria para ele.
Um mês depois dos tratamentos, recebi a notícia: o Francisco tinha-se inscrito no curso de polícia. Tinha recuperado a motivação, o ânimo e a clareza para avançar com os seus objetivos.
Hoje, com alegria, soube que não só se inscreveu — como está a terminar o curso.
Reflexão final:
Nem tudo o que nos amarra vem das nossas escolhas. Há quem recorra a espíritos inferiores para prender alguém ao seu lado, distorcendo o curso natural da vida. Esses pedidos, feitos a entidades que cobram sempre mais do que dão, criam dependência, tristeza, e afastam a pessoa do seu caminho.
O caso do Francisco mostra que quando alguém decide libertar-se — com ajuda e fé — a vida reencontra o seu rumo. Nenhum trabalho inferior resiste à luz quando esta é chamada com verdade.
