Nota: Os nomes foram alterados para proteger a identidade da família.
A filha da minha companheira escutava os desabafos de uma amiga — a Maria — que se sentia cada vez mais em baixo. Tristeza constante, sensação de bloqueio na vida, um mal-estar que não passava. Como sabia da minha ligação espiritual e da ajuda que por vezes consigo prestar, falou-lhe do que faço.
A Maria, com algum receio mas também esperança, aceitou pedir ajuda. Ao analisar a situação, ficou claro que era necessário defumar a casa onde vivia e também a própria Maria. Disse-lhe ainda que não deveria mais aceitar alimentos dados pelo pai do namorado e que, para auxiliar o processo de limpeza, seria importante tomar um chá de purga — uma infusão simples, apenas para facilitar a eliminação de energias que, muitas vezes, o corpo também acumula.
A Maria, porém, teve medo. Não tomou o chá.
Passaram-se cinco dias. Quando cheguei finalmente a sua casa para a defumação, contou-me algo surpreendente: não tinha tomado o chá, mas teve uma cólica intensa e, durante esse episódio, eliminou algo que descreveu como um pedaço de tecido — algo que a deixou perturbada, sem saber como explicar.
A defumação foi feita com serenidade e respeito. A partir desse momento, a Maria recuperou o equilíbrio e voltou ao seu estado habitual.
Nem sempre compreendemos o que nos acontece, mas o corpo e o espírito têm formas de libertação que vão além da nossa lógica.
Reflexão final:
Este episódio mostra que, quando há abertura — mesmo parcial — e intenção de cura, o espiritual age. O corpo e o espírito estão ligados, e muitas vezes o que não sai pelas palavras, sai pelo corpo. A Maria não precisou tomar o chá para que a limpeza se iniciasse. O simples ato de pedir ajuda e a intenção de se libertar já foi o primeiro passo.
